8/06/2020 7:11 pm

Dia Mundial dos Oceanos: a importância da preservação para o equilíbrio da vida

Foi em 1992 durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que foi instituído no dia 8 de junho o Dia Mundial dos Oceanos. O objetivo da data é lembrar a importância dos oceanos para o equilíbrio da vida no planeta Terra. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 80% de todo lixo descartado no mar é composto por plástico, o que resulta em cerca de 13 milhões de toneladas de dejetos todos os anos. Os oceanos constituem dois terços da superfície terrestre e são o principal regulador térmico do planeta. Atualmente o grande desafio é minimizar o impacto que as atividades humanas estão provocando nos oceanos. O tema do Dia Mundial dos Oceanos de 2020 é a inovação para um oceano sustentável. Segundo a ONU, devido às mudanças climáticas, o nível do mar vem subindo, ameaçando vidas e meios de subsistência em todo o mundo. A ONU alerta que os oceanos estão cada vez mais ácidos, o que coloca em risco a biodiversidade marinha e as cadeias alimentares essenciais. O superintendente de Recursos Hídricos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), Victor Lamarão, em entrevista, explica o impacto desses recursos naturais nas nossas vidas e como podemos ajudar a preservá-los. Confira: Quais as funções dos oceanos e como a vida marinha impacta o ecossistema? Victor Lamarão – Os oceanos são grandes extensões de água salgada que ocupam as depressões da superfície da Terra. Esse ecossistema marinho é fundamental par ao equilíbrio da vida na terra. Os oceanos são responsáveis pela regulação da circulação atmosférica, distribuição da umidade, controle das temperaturas, abrigam os principais responsáveis pela maior produção de oxigênio, amenização do efeito estufa (retiram carbono e metano da atmosfera), apresentam um imensurável patrimônio de biodiversidade, favorece a navegação e o turismo. Como o lixo impacta essas águas? V. L. – A poluição afeta todo ecossistema marinho e atingem principalmente espécies como tartarugas e peixes, gerando doenças prejudiciais que podem atingir o homem através da cadeia alimentar. Conter a poluição marinha é um dos grandes desafios ambientais da atualidade, composta principalmente de plásticos. Essa problemática está diretamente ligada à gestão de resíduos sólidos urbanos, uma vez que quanto menos estruturado for esse gerenciamento, maior a ameaça ao ambiente marinho. Grande porcentagem do lixo marinho tem origem terrestre, gerados por indústrias, comércios, residências e hospitais, mas o agravante da poluição marinha é o excesso de resíduos gerados pelo elevado consumo nos centros urbanos. As consequências geradas pelo mau gerenciamento dos resíduos que chegam ao mar são o desequilíbrio do ecossistema, envenenamento de animais, morte de animais por asfixia ou ingestão de material sólido, contaminação de animais que serão consumidos pelo homem, inutilização das águas para banho, degradação de corais e mangues, alteração de habitats naturais, surgimento de espécies marinhas exóticas. Para mudar esse cenário é imprescindível que seja evitado que os resíduos gerados sejam despejados no ambiente marinho sem o tratamento adequado, pondo em prática principalmente o que determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A SEMA participa ou realiza projetos de proteção à biodiversidade marinha? V. L. – A SEMA possui um Programa de monitoramento constante das condições de balneabilidade das praias, além de Programas voltados às Unidades de Conservação, destinados às APA das Reentrâncias Maranhenses, APA da Baixada Maranhense, APA da Foz do Rio das preguiças – Pequenos lençóis – Região Lagunar adjacente, Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luís, Parque Estadual Marinho Banco do Tarol, Parque Estadual Marinho Banco do Álvaro, APA do Upaon-Açú / Miritiba / Alto Preguiças, que objetivam disciplinar a proteção e o uso e ocupação do solo, exploração dos recursos de origem animal e vegetal e atividade de pesca para que não venham comprometer as biocenoses específicas dos ecossistemas marinhos e fluviomarinhos e os padrões de qualidade de suas águas, e que não perturbem o refúgio das aves migratórias. Além de promover a proteção ambiental, estimulando a educação ambiental e pesquisa científica e seus atributos ambientais. Como a população pode ajudar a cuidar dos oceanos? V. L. – Podemos listar 10 atitudes que a população pode tomar para salvar os oceanos, são elas: 1. Diminuir o consumo de itens feitos de plástico (sacos, embalagens, copos, garrafas, talheres, canudos); 2. Não joguar bitucas de cigarro na rua; 3. Fazer escolhas mais conscientes quando comer frutos do mar; 4. Diminuir sua pegada de carbono, pegada ecológica e consumo de energia; 5. Ser consumidor informado e promova a mudança no seio da sua comunidade; 6. Cuidar e organizar um mutirão de limpeza de praia; 7. Navegar nos oceanos de forma responsável; 8. Cuidar do seu animal doméstico com responsabilidade; 9. Não adquirir bens que exploram a vida marinha; 10. Apoiar uma organização que proteja os oceanos e a vida marinha.

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