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Dia do Rio: fluindo reflexões

A água doce é essencial para a sobrevivência da humanidade e dos demais seres que habitam o Planeta Terra. Assim, é elemento fundamental ao abastecimento público e consumo para os seres vivos, ao desenvolvimento de atividades industriais e agrícolas e possui importância vital à manutenção dos ecossistemas.

Os rios são importantes fontes acessíveis de água doce, no entanto estão distribuídos de forma desigual pelo planeta, o que nos faz refletir sobre sua importância considerando o cenário mundial, tendo em vista que comunidades percorrem quilômetros de distância para chegar a uma fonte de água doce.

O Maranhão é detentor de um dos maiores potenciais hídricos do país, possuindo 10 (dez) bacias hidrográficas e dois sistemas hidrográficos. Estas bacias hidrográficas são de grandes dimensões e formam uma área de aproximadamente 202.203,50 km², ou seja, 60,9% da área total do Estado do Maranhão (MARANHÃO, 2009). Possui vários rios permanentes, com expressivo volume de água durante o ano. Contudo, apesar dessa grande malha hídrica, o fornecimento de água com qualidade não é garantido, em decorrência das inúmeras agressões ao meio ambiente, pois na maioria dos municípios não há condições satisfatórias de abastecimento público de água e saneamento básico.

Muitas comunidades nasceram e se desenvolveram às margens dos rios e existem, ainda, muitos conflitos socioambientais pelo uso da água, mesmo que seja de um rio poluído. A degradação dos mananciais é uma das manifestações da profunda crise social, econômica, filosófica e política que atinge toda a humanidade neste século. Resultado da incorporação de valores e práticas que estão em desacordo com as bases necessárias para a manutenção de um ambiente sadio. Percebe-se também, que os avanços tecnológicos e o desenvolvimento econômico ainda não foram convertidos em melhoria de qualidade de vida e em benefícios à conservação ambiental. A demanda por água doce cresce constantemente, à medida que a população aumenta, as fábricas e os projetos agropecuários consomem mais e mais água e para haver equilíbrio entre a oferta e a demanda é necessário um uso cada vez mais eficiente e racional da água.

O “Dia do Rio” foi instituído dia 24 de novembro. Uma data comemorativa, para reflexões sobre o uso das águas doces, dentre elas, lembrar que os mananciais não podem continuar sendo degradados por lançamento de efluentes sem o adequado tratamento, por ocupação humana desordenada, disposição inadequada de resíduos no ambiente, atividades agrícolas sem o devido licenciamento ambiental e manejo adequado, construção, operação e abandono de poços sem atender as normas de uso e proteção das águas subterrâneas, desmatamento de matas ciliares, aterramento e contaminação de nascentes.

Neste contexto, a Educação Ambiental exerce um relevante papel no desenvolvimento da consciência e do senso crítico dos seres humanos em relação às questões ambientais e se configura como importante instrumento transformador de valores levando a obtenção de resultados positivos para conservação dos rios e de suas nascentes, pois desencadeia um processo de sensibilização, de valorização ambiental, estimulando a construção da cidadania ambiental. Como instrumento de incentivo às escolas e às comunidades, a SEMA lança o Caderno Nascentes, disponível no site www.sema.ma.gov.br, um material didático que pode ser utilizado para o despertar de desenvolvimento de ações relacionadas à Proteção de Nascentes.

Superintendência de Educação Ambiental

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